A tensão no Oriente Médio cresceu após ataques realizados pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita contra posições de grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque. Os episódios, que atingiram diversas províncias, elevaram o risco de um conflito regional e causaram alta de quase 4% nos preços do petróleo.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) declarou ter realizado “ataques de precisão” contra milícias alinhadas ao Irã, alegando que essas forças eram responsáveis por ofensivas contra tropas norte-americanas e infraestrutura petrolífera saudita. A Arábia Saudita confirmou participação na operação, atuando em coordenação com Washington. Segundo o comando das Forças de Mobilização Popular, os bombardeios resultaram na morte de pelo menos 20 combatentes e 32 feridos.
Em resposta, a Resistência Islâmica no Iraque classificou a ação como um “novo crime” dos Estados Unidos. O grupo afirmou que os ataques atingiram também um comboio de assistência a peregrinos em Karbala. A organização estabeleceu um prazo até 7 de agosto para que o governo iraquiano apresente um plano de proteção à soberania nacional.
A escalada militar também impactou o mercado de energia. Os contratos futuros do petróleo registraram forte alta, com o barril do Brent avançando 3,9%, negociado a US$ 87,39, e o WTI subindo 3,8%, para US$ 82,31. A alta foi reforçada pelo temor de interrupções nas rotas de exportação no Golfo Pérsico.

