A tendência de atores interpretarem versões exageradas de si mesmos cresce em produções de cinema e televisão. Em filmes como ‘Gail Daughtry’, celebridades como Jon Hamm e Jennifer Aniston atuam como versões ficcionalizadas de si mesmas, explorando expectativas do público.
A ideia de atores interpretarem versões de si mesmos surgiu com o roteiro de ‘É o fim’, onde Seth Rogen e Evan Goldberg optaram por explorar a curiosidade do público sobre a vida das estrelas. Segundo Goldberg, a ascensão dos reality shows impulsionou esse interesse, levando a dupla a achar que interpretar uma versão piorada da celebridade era mais divertido.
Em ‘Gail Daughtry’, um personagem utiliza um ‘passe livre para sexo com celebridades’ e procura Jon Hamm, que também interpreta a si mesmo. Hamm comentou que tirar sarro de si mesmo possui grande valor, pois o público está acostumado a vê-lo de uma certa maneira. Ele afirmou que sua atuação no filme se resume a encontrar as nuances cômicas do roteiro.
A tendência se estende a outras obras. Charli XCX interpretou uma versão exagerada de si mesma em ‘The Moment’, e Nicolas Cage aparece em ‘O peso do talento’ como uma versão de si mesmo. Em ‘Hacks’, a criadora Lucia Aniello buscou a participação de Carol Burnett para interpretar a si mesma, demonstrando o esforço por essa representação.

