A auditoria técnica da malha ferroviária do Rio de Janeiro detectou cinco problemas críticos, incluindo frota insuficiente, estações degradadas e acúmulo de lixo. O levantamento, realizado pela CPTM para a Trens-RJ, aponta que a operação atual utiliza 48 composições a menos que a antiga concessionária.
A Trens-RJ opera com 143 trens, enquanto a antiga concessionária utilizava 201. A diferença se deve à retirada de composições obsoletas ou inservíveis. Além da frota, o diagnóstico identificou grande quantidade de resíduos ao longo dos 270 quilômetros de trilhos, com carcaças de veículos sendo abandonadas em áreas próximas às estações.
Em relação à infraestrutura, nem todas as 104 estações possuem acessibilidade completa. Algumas escadas rolantes, como na estação Madureira, estão paradas há cerca de dois anos por falta de peças de reposição. O custo estimado para reparar esses equipamentos é de R$ 1,8 milhão.
A malha ferroviária possui 97 pontos críticos que exigem vigilância constante. Segundo levantamento da Trens-RJ, os gastos mensais com serviços de vigilância e equipes de apoio somam entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões. Há também pelo menos oito projetos de obras inacabadas, como a construção de um reservatório de água na estação Central do Brasil.

