A combinação do reajuste do custo de vida (COLA) do Seguro Social com o aumento do prêmio do Medicare Parte B pode diminuir o ganho real de renda para aposentados. Embora o COLA de 2027 ainda não tenha sido definido, projeções indicam que o aumento dos custos de saúde pode consumir grande parte do reajuste.
Dois fatores determinam o impacto financeiro dos aposentados: o COLA e o prêmio do Medicare Parte B. O ajuste de 2026 foi de 2,8%, e a fórmula do Seguro Social vincula o número de 2027 aos índices CPI-W de julho a setembro deste ano. Paralelamente, o prêmio padrão do Medicare Parte B subiu de US$ 185 em 2025 para US$ 202,90 em 2026, um aumento de US$ 17,90 mensais.
Em um cenário hipotético, um benefício de US$ 2.000 mensais receberia um acréscimo de cerca de US$ 56 com o COLA. Contudo, se o prêmio Parte B aumentar em patamar similar ao de 2026, quase um terço desse aumento é perdido antes de chegar à conta bancária. Se o aumento for maior, o ganho pode ser totalmente absorvido.
A regra ‘hold harmless’ protege o aposentado contra a redução do valor líquido do benefício quando o aumento do prêmio excede o COLA. No entanto, essa proteção não se aplica a beneficiários de alta renda que pagam a sobretaxa IRMAA. Indivíduos com renda ajustada bruta (MAGI) acima de US$ 109.000 já pagam uma sobretaxa, podendo chegar a US$ 689,90 mensais no nível mais alto.

