O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, criticou nesta terça-feira (7) o teste de um míssil balístico intercontinental realizado pela China no Oceano Pacífico. Durante visita às Ilhas Salomão, o líder australiano afirmou que a demonstração militar representa um fator de instabilidade para a região e alertou que o armamento, caso fosse usado com ogiva nuclear, teria potencial para causar danos de grande escala.
Albanese declarou que o lançamento aumenta a tensão no Indo-Pacífico e reforça a necessidade de reduzir o número de armas nucleares. Ele destacou que o teste, realizado a partir de um submarino com propulsão nuclear, torna a situação mais preocupante. O premiê afirmou que a Austrália manterá sua posição contra ações militares que comprometam a paz e a segurança da região.
O primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Matthew Wale, também criticou o evento, defendendo que o Pacífico não deve ser área para testes de mísseis balísticos. O governo chinês, por sua vez, respondeu que o lançamento fazia parte do cronograma anual de treinamento, alegando que o míssil transportava uma ogiva simulada e foi lançado em conformidade com normas internacionais.
Autoridades australianas rejeitaram a justificativa de Pequim. O ministro da Indústria de Defesa e Assuntos das Ilhas do Pacífico, Pat Conroy, disse que o aviso prévio enviado pela China ocorreu poucas horas antes do lançamento, prazo considerado insuficiente. Os Estados Unidos acompanharam as críticas e defenderam que a China participe de negociações sobre controle de armas nucleares.

