Uma escritora debate o conceito de literatura, afirmando que ela abrange qualquer texto publicado que consiga encantar e criar conexões com o tempo. A autora, que se define leitora profissional, critica a ideia de que o escritor deve morrer se não puder escrever.
A autora mencionou a leitura de “Cartas a um jovem poeta”, de Rilke, e questionou a sentença de morte que o autor propôs para o escritor. Ela declarou que não se identificou com o fatalismo, optando por ser uma escritora diletante e uma leitora profissional, pois não consegue viver sem ler.
Segundo a autora, leitores adquirem substância, repertório e imaginação. Ela expande o conceito de literatura, dizendo que ela designa uma arte expressa com as ferramentas do autor, seja poesia, boas histórias ou textos banais que tocam o leitor.
A regra geral, afirmou a escritora, é que o livro será julgado pela capacidade do texto de encantar e de estabelecer conexões com sua época. O texto se torna clássico se conseguir transcender esse tempo. Ela rejeita a sofreguidão como musa inspiradora, defendendo que obras de arte podem nascer de análise racional da sociedade.

