Cientistas chineses identificaram a ave jurássica Zhengheornis buyu, a menor ave de cauda longa conhecida. O estudo, publicado na revista Science Advances, fornece evidência fóssil de que a redução das vértebras da cauda ocorreu antes da formação do osso caudal fundido, alterando teorias sobre a evolução aviária.
A equipe de pesquisa, liderada por Wang Min do instituto e em colaboração com o Instituto de Ciências Geológicas de Fujian, analisou o espécime. A ave possuía apenas 15 vértebras caudais encurtadas, um número significativamente menor que as mais de 23 encontradas em outras aves de cauda longa. Contudo, suas vértebras não haviam se fundido em um pigóstilo.
Essa característica derruba suposições anteriores de que espécies de transição com cauda curta já deveriam apresentar o pigóstilo. A análise comparativa mostrou que o Zhengheornis buyu possui a cauda relativamente mais curta entre todos os avialanos de cauda longa conhecidos.
A descoberta sugere que a redução no número e no comprimento das vértebras da cauda precedeu a evolução do pigóstilo. O animal, com peso estimado entre 74 e 163 gramas e cerca de 20 centímetros de comprimento, indica que dinossauros da linhagem das aves primitivas sofreram redução de tamanho corporal mais rapidamente do que se acreditava.

