A companhia aérea Azul estreou na New York Stock Exchange (NYSE) nesta quinta-feira (9), migrando da NYSE American, segmento voltado a empresas de menor porte. A mudança ocorre após a conclusão do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, e a empresa continuará negociando ações sob o código AZUL.
A transferência de listagem será formalizada por um pedido à Securities and Exchange Commission (SEC). O processo de retirada da NYSE American deve começar em 16 de julho, seguindo o prazo regulatório de dez dias após a comunicação formal à bolsa.
O CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que a nova listagem representa um marco após a reestruturação financeira. Ele disse que a empresa saiu mais forte, com governança aprimorada e uma base sólida para a criação de valor a longo prazo. Rodgerson completou que a listagem na NYSE deve expandir o acesso a investidores institucionais.
A Azul iniciou o pedido de reestruturação em maio de 2025, sob as regras do Chapter 11. O procedimento foi concluído em fevereiro de 2026, resultando em US$ 850 milhões em novos investimentos e a redução de dívidas em cerca de US$ 2,5 bilhões. A companhia também recebeu aportes da American Airlines e United Airlines.

