O Banco Central (BC) prepara restrições no acesso ao Pix de bancos e fintechs com controles de segurança cibernética fracos. A medida surge após o registro de desvios superiores a R$ 1,5 bilhão em ataques hackers nos últimos doze meses.
O objetivo do BC é incentivar o investimento das instituições no fortalecimento de políticas internas para reduzir a atuação de criminosos no sistema financeiro. Desde junho do ano passado, quando hackers desviaram cerca de R$ 800 milhões via Pix, o regulador mapeou vulnerabilidades. Em 2024, apenas 15% dos incidentes cibernéticos em bancos e fintechs foram classificados como fraudes.
Apesar do endurecimento das regras em 2025, os casos aumentaram. Em maio, 34 dos 43 incidentes registrados foram fraudes, representando 79%. O BC está montando um mapa de TI do sistema financeiro e pode exigir documentos ou ações de supervisão. As punições incluem limites de horário ou valores no Pix, como o limite de R$ 15 mil, ou suspensão temporária do meio de pagamento.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defende o aumento das punições penais contra fraudes. A associação aponta que investimentos em tecnologia cresceram, com previsão de atingir R$ 50,4 bilhões em 2026. Um especialista afirmou que a atividade sancionadora do BC era o que faltava no tema da segurança cibernética.

