O Banco Master consultou o escritório Barci de Moraes, ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes, sobre os riscos de captar recursos de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). A consulta, realizada em julho de 2024, gerou um parecer que, embora permitisse a captação, alertou para riscos de corrupção e conflito de interesse.
O documento, obtido pela imprensa, foi assinado por três advogadas do escritório, incluindo uma filha e uma cunhada do ministro. A consulta ocorreu durante a gestão de Daniel Vorcaro no Banco Master e tratou das condições para a instituição receber recursos dos regimes de previdência, que administram os fundos de servidores públicos estaduais e municipais.
A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o banco ganhou força nos últimos meses. A PF deflagrou pelo menos quatro operações para apurar aplicações suspeitas de RPPS em fundos de investimento ligados ao Banco Master. A maior frente de apuração envolve aportes de R$ 3,6 bilhões feitos pelo Rioprevidência, responsável pelas aposentadorias do Rio de Janeiro.
As buscas e apreensões da PF visam esclarecer como os recursos foram aplicados e os riscos assumidos pelos fundos previdenciários. O escritório Barci de Moraes e o ministro Alexandre de Moraes não comentaram o caso quando procurados por veículos de comunicação.

