Bancos de investimento, como JPMorgan e Morgan Stanley, mantêm visão positiva para as distribuidoras de combustíveis Vibra e Ultrapar. As instituições afirmam que a oferta de derivados deve permanecer restrita, sustentando margens de lucro acima dos patamares observados antes do conflito no Oriente Médio.
O JPMorgan reiterou recomendação de exposição acima da média para as ações de Vibra e Ultrapar. O banco explica que, apesar da volatilidade do petróleo, a questão central deixou de ser o retorno do barril bruto e passou a ser a velocidade de processamento pelo sistema global de refino. A rentabilidade do setor deve permanecer estruturalmente elevada.
As margens integradas de diesel, por exemplo, avançaram de cerca de R$ 0,95 por litro antes da crise para aproximadamente R$ 1,50 por litro atualmente. Para a Vibra, o banco estima margem integrada de R$ 1,472 por litro, enquanto para a Ultrapar, a estimativa é de R$ 1,453 por litro. O Morgan Stanley complementa a análise, afirmando que a captura de margens no setor está ocorrendo mais rápido que o previsto.
As projeções de lucro também foram elevadas. O Morgan Stanley estima que o Ebitda por metro cúbico das empresas em 2026 ficará cerca de 40% acima das projeções anteriores. O JPMorgan manteve classificação de compra para Vibra, com preço-alvo de R$ 40, e para Ultrapar, com preço-alvo de R$ 35.

