A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) manteve a bandeira tarifária amarela para julho de 2026, resultando em um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A decisão ocorre devido às condições hidrológicas desfavoráveis, que forçam o uso de termelétricas mais caras.
A manutenção da bandeira tarifária amarela, vigente desde abril, sinaliza o custo real da geração de energia no país. Segundo o órgão regulador, a medida decorre da redução nos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, exigindo o acionamento complementar de termelétricas. O sistema visa informar o mercado sobre os custos e incentivar o consumo consciente.
Em paralelo, a busca por independência energética impulsiona a adoção de soluções fotovoltaicas integradas. Anderson Oliveira, CEO operacional do Grupo EcoPower Eficiência Energética, afirmou que a procura por unir energia solar ao sistema BESS cresceu verticalmente, citando 100 mil projetos em diversas categorias, como residências e indústrias.
A tecnologia BESS funciona como reservatório do sistema solar. Durante o dia, os painéis geram energia para consumo imediato e para carregar as baterias. Quando a geração solar cessa ou a tarifa atinge o pico, o BESS descarrega a energia armazenada, garantindo autonomia contínua ao imóvel e reduzindo a dependência da rede convencional.
Oliveira comentou que o impacto positivo se estendeu aos setores produtivos. Ao observar o desempenho do BESS em comércios e propriedades rurais, diversas famílias passaram a solicitar projetos residenciais para reduzir custos. Ele reforçou que a integração do BESS contorna a volatilidade tarifária, consolidando uma tendência de descentralização do consumo no Brasil.

