Banhistas da Praia da Barra da Tijuca relatam que massagistas abordam sem autorização, iniciam serviços e exigem pagamento, gerando conflitos e agressões. O problema ganhou destaque após um vídeo de discussão entre duas mulheres, que circulou nas redes sociais.
O desentendimento inicial, registrado em vídeo, envolveu uma suposta massagista e uma banhista que não havia solicitado o atendimento. A testemunha que gravou a cena relatou que a banhista tentou se proteger dos golpes enquanto a agressora gritava por dinheiro em espanhol. Após a divulgação das imagens, frequentadores das praias da Barra e Copacabana passaram a reportar episódios similares.
Os depoimentos indicam que os profissionais chegam sem consentimento prévio, realizam o atendimento e, posteriormente, cobram pelo serviço. Alguns relatos afirmam que, ao haver recusa de pagamento, ocorrem intimidações e discussões. Um trabalhador da Praia da Barra denunciou ter sido agredido por integrantes do grupo na região do Posto 7, alegando que os golpistas alteram o valor cobrado.
Em resposta à desordem, a prefeitura lançou a operação Tolerância Zero na orla da Zona Sul na quinta-feira (16). No primeiro dia da ação, foram abordados 88 ambulantes e apreendidos 108 bebidas e 136 alimentos sem comprovação de procedência. O plano municipal prevê o uso de 160 agentes em monitoramento contínuo.

