O Bank of America elevou o preço-alvo da Micron Technology para US$ 1.550, o que sugere uma valorização de cerca de 83% sobre o fechamento de US$ 848,95 em 17 de julho de 2026. A instituição baseou a projeção nos fortes resultados financeiros da empresa e na crescente relevância dos chips de memória no setor de inteligência artificial.
O analista Vivek Arya, do Bank of America, aumentou o objetivo de preço de US$ 1.500 para US$ 1.550 e manteve a recomendação de Compra. Arya classificou o recente recuo no setor de chips como um “reset de verão”, e não uma reversão fundamental. O consenso de mercado também aponta um alvo em US$ 1.491,95, com 31 recomendações de Compra e 9 de Compra Forte.
Os dados do terceiro trimestre fiscal de 2026 reforçaram o otimismo. A receita atingiu US$ 41,46 bilhões, um crescimento de 345,72% em relação ao ano anterior, e o lucro líquido GAAP foi de US$ 28,24 bilhões, representando um aumento de 1.398,3%. O lucro diluído não-GAAP alcançou US$ 25,11, superando a expectativa de US$ 20,28.
O Bank of America argumenta que os chips de memória, especialmente a memória de banda larga (HBM) usada em aceleradores de IA, estão se transformando de uma commodity cíclica em um tema de longo prazo ligado à IA. A empresa também firmou 16 Acordos Estratégicos com Clientes de múltiplos anos, incluindo uma parceria com Anthropic anunciada em junho de 2026.

