Um banqueiro detido teria assinado um contrato com um publicitário para a produção de um documentário enquanto estava preso. A informação foi revelada pelo ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF, em decisão proferida no dia 11 de julho de 2026.
A Polícia Federal encontrou a minuta do documento durante buscas em endereços do publicitário na quinta-feira, dia 9 de julho de 2026. Segundo a investigação, a assinatura teria ocorrido em 31 de março, na sede da Superintendência da corporação em Brasília, local onde o banqueiro permaneceu detido até junho.
O contrato, cujo objeto é a produção de um documentário audiovisual provisoriamente intitulado “Caso Banco Master”, previa que ambos os envolvidos dariam entrevistas e forneceriam acesso a dados. O ministro Mendonça declarou na decisão que a produção de obra audiovisual não configura crime isoladamente, mas que as “circunstâncias e a abrangência do conteúdo material do referido contrato” dão ao fato “contornos penais”.
A apuração preliminar da PF indica que o banqueiro e o publicitário teriam atuado para manipular a opinião pública, intimidar e violar dados sigilosos de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central.

