O Itaú BBA recomendou que investidores busquem empresas brasileiras com receitas em moeda forte para se protegerem da volatilidade do dólar. O relatório, assinado por analistas do banco, destaca Embraer, Petrobras, Suzano e Vale como escolhas estratégicas para exposição a companhias beneficiadas por uma possível valorização do câmbio.
Os estrategistas do banco afirmaram que o mercado cambial projeta um cenário mais otimista para o Brasil em comparação com outros ativos locais. Enquanto o mercado de renda fixa mantém uma visão cautelosa devido a preocupações fiscais, o câmbio e a bolsa apresentam percepção menos pessimista, influenciada pela maior participação de investidores estrangeiros. O Itaú BBA observa que o real negocia próximo ao valor considerado justo historicamente.
Setores como Óleo e Gás, Bens de Capital e Papel e Celulose foram apontados como positivos em períodos anteriores de alta do dólar. A Embraer, por exemplo, é citada como principal escolha em bens de capital devido à sua operação dolarizada e ao crescimento esperado em aviação executiva. A Petrobras é destacada pelo potencial de geração de caixa e exposição aos preços internacionais da commodity.
Na área de papel e celulose, a Suzano é vista como grande beneficiária do câmbio, pois suas receitas são majoritariamente em dólar e custos concentrados em reais. Já a Vale é recomendada pela geração de fluxo de caixa e possibilidade de retorno aos acionistas. O banco também listou JBS, SLC Agrícola, WEG, Marcopolo, Gerdau e Prio como alternativas com alta exposição ao dólar.

