O Bradesco BBI reiterou a recomendação de venda para a Braskem, avaliando que a solução para a elevada alavancagem da petroquímica deve envolver forte diluição do capital e conversão de dívida em ações. A companhia precisa reduzir sua relação dívida líquida/Ebitda para cerca de 3 vezes, dado o ciclo desfavorável do setor.
Segundo o banco, a projeção atual de alavancagem da Braskem para 2027 é de aproximadamente 11 vezes, um patamar considerado insustentável. Nas simulações do BBI, o valor das ações pode variar de “centavos de real” até cerca de R$ 4 por ação, valor que corresponde ao preço-alvo estabelecido pela instituição.
Para que a empresa volte a apresentar patrimônio líquido positivo, os analistas estimam que pelo menos 30% da dívida deve ser reduzida ou convertida em participação acionária, considerando um Ebitda de US$ 1 bilhão em 2027. O relatório também aponta que a Braskem está negociada a cerca de 12 vezes EV/Ebitda estimado para 2027, um prêmio alto frente a pares internacionais.
Embora a guerra no Oriente Médio e a aprovação da Lei Presiq tenham oferecido alívio temporário, os fundamentos da petroquímica permanecem desafiadores. A companhia iniciou negociações de reestruturação com credores sob proteção judicial, mas a proposta inicial foi rejeitada pelos detentores de títulos.

