O Banco Central Europeu (BCE) discutirá o aumento das reservas mínimas exigidas dos bancos, conforme afirmou a presidente Christine Lagarde nesta quinta-feira. A medida visa reduzir a carga tributária da instituição e mitigar perdas em bancos centrais nacionais, segundo fontes.
A proposta, que estava sob análise do BCE no mês anterior, prevê dobrar a proporção de dinheiro que as instituições financeiras devem manter em reserva de segurança. Atualmente, os bancos comerciais mantêm 1% de seus depósitos em reserva nos bancos centrais. A elevação para 2% economizaria ao BCE e aos 21 bancos centrais nacionais do Eurosistema quase 4 bilhões de euros anualmente, de acordo com cálculos.
A discussão abordará o tema das perdas nos bancos centrais de países da zona do euro, como Alemanha e Holanda. Essas perdas são consequência das grandes injeções de liquidez realizadas pelo BCE entre 2015 e 2022, período em que as taxas de juros eram negativas.
Lagarde declarou em coletiva de imprensa que o assunto não foi tratado na reunião do Conselho do BCE desta quinta-feira, mas assegurou que será discutido futuramente. O Eurosistema não remunera as reservas mínimas, o que gera custos significativos para o sistema.

