Beneficiários do Seguro Social enfrentam uma perda de poder de compra de 13,7% desde 2016, segundo estudo. Os reajustes anuais, destinados a compensar a inflação, utilizam um índice que não reflete os gastos reais dos idosos.
O propósito dos reajustes anuais do programa é manter os benefícios alinhados aos custos crescentes. Contudo, a Senior Citizens League, grupo de defesa, constatou que os valores recebidos perderam 13,7% do poder de compra desde 2016. Isso ocorre porque os reajustes são baseados no Índice de Preços ao Consumidor para Trabalhadores Urbanos Assalariados e Clericais (CPI-W).
O CPI-W não representa o padrão de gastos dos aposentados. Idosos tendem a destinar maior parte do orçamento à saúde, e os custos médicos superaram a inflação geral nos últimos anos. Essa realidade não é refletida no índice utilizado para calcular os aumentos, gerando uma redução “oculta” nos benefícios.
Advogados defendem a alteração da fórmula de COLA para que os aumentos reflitam melhor os custos dos aposentados. No entanto, o Congresso ainda mantém o modelo CPI-W. Para mitigar o impacto, especialistas sugerem o uso estratégico de reservas de aposentadoria e a busca por fontes de renda extras.

