Um biólogo denunciou o descarte irregular de lixo no Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (17). Em um vídeo, o ambientalista registrou 18 sofás abandonados às margens da Lagoa da Tijuca, além de pneus e outros resíduos sólidos.
O especialista acompanha as transformações ambientais do Complexo Lagunar há mais de oito anos e denuncia os impactos do despejo de móveis e resíduos nos corpos hídricos. Atualmente, o biólogo atua como consultor do projeto Juntos pela Vida das Lagoas, da concessionária Iguá Rio, que busca a recuperação do sistema.
Apesar do investimento de R$ 250 milhões da concessionária e da instalação de ecobarreiras, o volume de resíduos continua alto. O biólogo afirmou que o lixo compromete a dragagem e a revitalização definitiva das lagoas da Zona Sudoeste.
Segundo o especialista, o acúmulo de resíduos reduz a profundidade das lagoas e dificulta a circulação da água, elevando a vulnerabilidade da região a enchentes. Ele alertou que a falta de educação ambiental e fiscalização pode anular os esforços de recuperação, mesmo após a retirada de mais de 300 toneladas de lixo dos manguezais.

