A biometria multimodal e a Inteligência Artificial se tornam ferramentas centrais no combate a fraudes digitais, superando a insuficiência das senhas alfanuméricas. Especialistas afirmam que essa tecnologia representa o “estado da arte” na prevenção a crimes financeiros no Brasil.
A identificação biométrica garante que apenas o titular acesse transações críticas. Durante um painel na Febraban Tech 2026, o diretor da Febraban, Walter Faria, declarou que a biometria facial se tornou essencial no processo de abertura de contas e verificação de identidade digital.
Essa tecnologia atua como barreira contra golpes, como o “Golpe do Pix”. Mesmo com o roubo de um smartphone desbloqueado, o sistema exige validação facial para autorizar transferências de valores altos. Para neutralizar ataques avançados, como os gerados por deep fakes, o sistema emprega o Liveness Detection, que confirma a presença de um ser humano real no momento da interação.
Em relação à segurança dos dados, a instituição financeira não armazena a imagem facial do cliente em seus servidores. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) orienta o uso de templates criptografados, impedindo que invasores reconstruam a foto original. O futuro aponta para a biometria multimodal, que integra fatores como localização e comportamento do usuário para uma autenticação dinâmica.

