O Banco de Compensações Internacionais (BIS) avalia que o avanço da inteligência artificial (IA) impulsiona investimentos financiados por dívida, estimulando mercados de comércio e ações. A instituição aponta que a IA dificulta a avaliação das condições econômicas e a calibração da política monetária dos bancos centrais.
O relatório do BIS indica que a IA afeta simultaneamente demanda e oferta, tornando difusos os sinais cíclicos. A instituição observa que os ganhos de produtividade decorrentes da tecnologia permanecem incertos e desiguais entre setores e países.
Os gastos com infraestrutura de IA, como data centers e semicondutores, atingiram cerca de 1% do PIB nas economias mais expostas, com dependência crescente de mercados de dívida. Espera-se que os investimentos globais em IA cresçam de US$ 500 bilhões para US$ 3 a 4 trilhões até 2030.
O BIS alerta que a incerteza aumenta o risco de desajuste na condução da política econômica. Se os bancos centrais superestimarem melhorias na oferta ou subestimarem o aumento da demanda, a política pode se tornar excessivamente expansionista. A instituição sugere uma abordagem gradual e dependente de dados para mitigar erros.

