O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 119,5 milhões em bens de Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL. A medida ocorre em um momento em que a pré-campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta crises, mas seus aliados veem no caso uma oportunidade para reforçar a narrativa de perseguição política do Judiciário.
A ação judicial contra Valdemar da Costa Neto, aliado da família Bolsonaro, contrasta com os escândalos que abalaram a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Anteriormente, o senador enfrentou críticas após revelações sobre o caso Master, que envolveu um ex-ministro e Daniel Vorcaro, além do vazamento de conversas do senador com o dono do Master.
Para congressistas de direita, as diferenças entre o caso de Valdemar e os anteriores são notáveis. Eles apontam que o novo processo não envolve o Banco Master, tema que dominou o noticiário, e que o autor da medida é Flávio Dino, ministro do STF, figura ligada historicamente ao PT.
Aliados de Flávio Bolsonaro consideram o bloqueio uma chance de reação política. Segundo eles, o caso permite emplacar a narrativa de perseguição do STF contra figuras da direita. A equipe de comunicação do senador, contratada após os vazamentos, é vista como um trunfo, pois estaria preparada para navegar as acusações.

