Blue Origin abriu capital para investidores externos, buscando $10 bilhões em uma rodada avaliada em $130 bilhões. O movimento ocorre após o IPO da SpaceX, em junho de 2026, que alcançou uma avaliação de $1,77 trilhão. A empresa enfrenta riscos de execução, como o foguete New Glenn, que está parado após um incidente em maio.
A captação de recursos marca a primeira vez em 26 anos que a Blue Origin aceita investimento externo. Segundo relatórios, Coatue Management lidera o aporte com cerca de $4 bilhões, enquanto Jeff Bezos contribui pessoalmente com $2 bilhões. Até então, Bezos financiava a companhia integralmente com vendas de ações da Amazon, totalizando aproximadamente $28 bilhões.
O contexto se estabelece após o IPO da SpaceX, realizado em 12 de junho de 2026. A listagem na NASDAQ, com preço de $135 por ação, levantou cerca de $85,7 bilhões e elevou a avaliação da empresa a $1,77 trilhão, tornando o fundador da SpaceX o primeiro trilionário mundial.
A Blue Origin opera com clientes reais, utilizando o New Shepard para turismo suborbital e o New Glenn para lançamentos orbitais. A empresa planeja gastar cerca de $5 bilhões apenas em 2026. Contudo, um foguete New Glenn explodiu em maio de 2026 durante um teste em Flórida, danificando o complexo de lançamento 36. Traders atribuem apenas 13% de chance de o New Glenn ser lançado com sucesso até o final de 2026.

