A BMW anunciou a eliminação de cerca de 8 mil postos de trabalho na Alemanha até o final de 2027. A medida, que representa aproximadamente 5% da força de trabalho global da montadora, faz parte de um programa de reestruturação focado na redução de custos e no aumento da competitividade.
A empresa declarou que os cortes ocorrerão majoritariamente por meio de desligamentos voluntários, aposentadorias e rotatividade natural de funcionários. A montadora afirmou que não há previsão de fechamento de fábricas ou demissões compulsórias nas linhas de produção. O programa foi negociado entre a direção da BMW e representantes dos trabalhadores, concentrando os desligamentos em áreas administrativas, pesquisa, desenvolvimento, planejamento e gestão.
A decisão ocorre em um contexto de pressão sobre as montadoras alemãs. Elas enfrentam a desaceleração das vendas na China, o crescimento de fabricantes chineses no setor de veículos elétricos e os altos custos da transição tecnológica do segmento. A expectativa é que as reduções ocorram em unidades localizadas em Munique, Regensburg, Dingolfing e Leipzig.
O presidente da companhia, Milan Nedeljkovic, explicou que a indústria automobilística passa por uma mudança estrutural. Ele disse que a empresa precisa adaptar sua estrutura para garantir a rentabilidade no longo prazo, após registrar queda nas vendas no mercado chinês em junho.

