O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) solicitou ao Ministério da Fazenda a liberação de R$ 7,25 bilhões. O recurso visa reforçar as linhas de crédito criadas pelo governo federal para auxiliar empresas prejudicadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
O pedido foi encaminhado à Secretaria do Tesouro Nacional, órgão vinculado à Fazenda, na terça-feira (14). O BNDES requer a transferência dos valores para alimentar o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que financia o programa Brasil Soberano. O diretor de planejamento e relações institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, explicou que a liberação é necessária devido à “demanda adicional prevista” nas linhas de financiamento.
O Plano Brasil Soberano prevê um suporte de até R$ 15 bilhões para empresas atingidas pelas tarifas americanas e pela instabilidade no Oriente Médio. O banco de fomento já havia anunciado a adição de R$ 6 bilhões de recursos próprios em maio, elevando a capacidade total para R$ 21 bilhões. Contudo, os pedidos de financiamento já protocolados somam R$ 18,4 bilhões, o que motivou o pedido de antecipação da segunda tranche de R$ 7,25 bilhões.
A maior parte das demandas de crédito provém dos setores de alimentos, fármacos, fertilizantes, minerais críticos e máquinas e equipamentos. O objetivo do plano é evitar que companhias afetadas pelas barreiras comerciais americanas reduzam produção ou enfrentem dificuldades de caixa. O programa foi instituído após o anúncio de elevação de tarifas de importação sobre produtos brasileiros, que, segundo dados de 2024, atinge 18% das exportações brasileiras ao país, ou cerca de US$ 7,4 bilhões.

