O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) solicitou ao Ministério da Fazenda a liberação de mais R$ 7,25 bilhões. Os recursos reforçarão as linhas de crédito federais destinadas a empresas prejudicadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, conforme pedido do banco estatal.
O pedido visa alimentar o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que financia o programa Brasil Soberano. O diretor de planejamento e relações institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, explicou que a liberação é necessária devido à “demanda adicional prevista” nas linhas de financiamento. O Plano Brasil Soberano prevê um total de até R$ 15 bilhões para apoiar companhias afetadas pelas tarifas americanas e pela guerra no Oriente Médio.
O banco de fomento já havia anunciado em maio a adição de R$ 6 bilhões de recursos próprios, elevando a capacidade total do programa para R$ 21 bilhões. Contudo, os pedidos de financiamento já protocolados somam R$ 18,4 bilhões, o que motivou o pedido de antecipação da segunda tranche de R$ 7,25 bilhões. A maior parte das demandas de crédito provém dos setores de alimentos, fármacos, fertilizantes, minerais críticos e máquinas e equipamentos.
O FGE, tradicionalmente usado para dar garantias a operações de crédito de exportação, passou a financiar as novas linhas do Plano Brasil Soberano por meio de uma medida provisória em março. A intenção do plano é evitar que empresas afetadas por novas barreiras comerciais americanas reduzam produção ou enfrentem dificuldades de caixa.

