Boeing e Airbus estão desenvolvendo a próxima geração de aeronaves de corredor único, mas ambos os fabricantes afirmam que os clientes priorizam o recebimento dos modelos já encomendados. Segundo Kelly Ortberg, CEO da Boeing, a empresa necessita de “mais alguns anos” para sustentar um novo programa comercial.
Apesar das diferenças de tom, os executivos apontam para horizontes semelhantes para o lançamento de novos modelos. Guillaume Faury, CEO da Airbus, declarou que a fabricante europeia visa lançar um programa de nova geração por volta de 2030, com entrada em serviço na segunda metade da década seguinte. Ortberg complementou que a tecnologia deve estar disponível e que os clientes devem avançar além da linha de produtos atual, mas afirmou que os clientes pedem foco nos modelos existentes.
A indústria enfrenta gargalos de produção. A Boeing tenta acelerar a fabricação do 737 Max, afetada por problemas de qualidade. A Airbus ajustou planos devido à disponibilidade de motores da Pratt & Whitney, mas Faury reforçou que a prioridade é entregar os aviões vendidos. A empresa possui um *backlog* superior a 9 mil aeronaves, e 51 pedidos de A320neo foram registrados em junho.
Analistas de mercado observam a capacidade de ambas as empresas. Para a Boeing, o foco está na conclusão da família 737 Max, com o trabalho de certificação do Max 7 e Max 10 avançando. A companhia investiu cerca de US$ 1 bilhão em uma quarta linha de produção do 737 Max em Everett, Washington. A Airbus busca manter sua liderança no segmento, mirando o lançamento em 2030.

