O valor de mercado das empresas listadas na bolsa de valores atingiu R$ 4,86 trilhões nesta terça-feira (21). O montante representa o segundo maior patamar da série histórica iniciada em 2010, segundo levantamento da Elos Ayta. Apesar da recuperação em moeda local, a bolsa ainda não retomou a marca de US$ 1 trilhão.
O levantamento da Elos Ayta analisou a capitalização das companhias brasileiras em reais, dólares e valores corrigidos pelo IPCA. O patamar de R$ 4,86 trilhões ficou abaixo apenas dos R$ 5 trilhões registrados em 2020. Em julho, o valor de mercado, convertido pela taxa de câmbio, alcançou US$ 957 bilhões, mantendo-se abaixo desse nível pelo sétimo ano consecutivo.
A análise mostra que o avanço do mercado depende da valorização das empresas e do comportamento do real. Em moeda brasileira, o mercado acionário praticamente dobrou de tamanho na última década. Contudo, parte desse crescimento desaparece na conversão para dólares devido à desvalorização cambial, fator relevante para investidores estrangeiros.
Quando os valores são corrigidos pelo IPCA, o maior patamar da série histórica permanece em 2020, com R$ 6,88 trilhões em valores atuais. A trajetória de recuperação ganhou força a partir de 2024, após perdas causadas por crises domésticas e pela pandemia. O retorno a uma capitalização superior a US$ 1 trilhão depende da estabilidade do câmbio e do crescimento econômico, afirma a Elos Ayta.

