A Bolsa de valores brasileira pode retomar força no segundo semestre, segundo o economista Marcelo Bassani, se a inflação desacelerar e o fluxo de investidores estrangeiros se mantiver. Bassani afirmou que a melhora nas expectativas inflacionárias pode impulsionar o mercado acionário até o fim do ano.
Bassani explicou que a trajetória do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continua sendo o fator principal para o comportamento da Bolsa. Ele declarou que, se a inflação retornar ao centro da meta, aumenta a chance de redução da taxa básica de juros, o que favorece os preços das ações.
O economista também observou o comportamento do mercado cambial, indicando que a queda simultânea da Bolsa e do dólar reflete o aumento de recursos estrangeiros no país. Segundo ele, investidores internacionais veem empresas brasileiras com preços atrativos, o que amplia a oferta de dólares no mercado doméstico.
Sobre o cenário internacional, Bassani alertou que conflitos, como os no Estreito de Ormuz, podem gerar maior volatilidade. Ele comentou que os impactos de tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros dependerão das decisões do governo, podendo pressionar a inflação se não houver reciprocidade.
Bassani concluiu que o segundo semestre exigirá cautela dos investidores. Ele aconselhou que perfis sofisticados priorizem estratégias de longo prazo e carteiras diversificadas, independentemente do cenário político ou dos conflitos.

