O Ibovespa avançou 2,97% e fechou em 177.866 pontos na sexta-feira, registrando o maior ganho diário desde 23 de março. A alta ocorreu após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho subir 0,16%, um valor menor que a projeção de mercado de 0,31%.
A queda na inflação gerou desabamento nos juros futuros, refletindo a expectativa de que o Banco Central tenha mais margem para reduzir a taxa básica de juros. Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, afirmou que o dado inflacionário benigno abre a possibilidade de o Banco Central manter o ciclo de afrouxamento monetário.
O Bank Of America, em relatório divulgado após o IPCA, declarou que há espaço para o Banco Central cortar a Selic para 14% na reunião de agosto. David Beker, chefe de economia do banco, somou essa leitura a um cenário externo mais favorável, como o petróleo próximo a US$ 80.
João Matos, gestor de ações da Bradesco Asset Management, explicou que a redução dos juros beneficia ativos de risco. Ele comentou que, com a queda da taxa básica, o custo de oportunidade diminui, forçando o investidor a buscar rentabilidade em ativos mais arriscados.
A alta no índice também foi auxiliada pela redução de 0,38% no barril de petróleo Brent, que caiu para US$ 76,01. Os papéis do setor financeiro lideraram o avanço, com Itaú subindo 3,94% e BTG Pactual avançando 5,26%.

