Aliados do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) apoiaram o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após investigações da Polícia Federal sobre emendas parlamentares. A decisão do ministro Flávio Dino bloqueou até R$ 119 milhões em bens de Valdemar. Contudo, os mesmos nomes não se manifestaram sobre Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, também investigado.
Valdemar Costa Neto foi alvo de apurações da Polícia Federal por indicar emendas parlamentares sem possuir mandato. O ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do presidente do PL. Segundo o despacho do ministro, Valdemar é suspeito de ser o autor real das indicações e beneficiário político de 21 repasses, mesmo sem mandato parlamentar.
Diante da decisão, Flávio Bolsonaro divulgou nota afirmando que é natural o presidente do partido negociar emendas. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro declarou não ver irregularidade, explicando que a indicação de emendas é prática de todos os parlamentares. O senador Rogério Marinho republicou a nota de Flávio, afirmando que não há indícios de crime contra Valdemar.
Por outro lado, Eduardo Cunha também foi investigado por negociar emendas sem mandato desde 2016. O ministro Dino bloqueou até R$ 6 milhões em bens de Cunha. A defesa do ex-parlamentar declarou que contestará a decisão do ministro do STF, negando ter exercido um “mandato clandestino”.

