Guilherme Boulos, ministro do governo, abriu mão de candidatura própria para apoiar o presidente Lula e fortalecer a unidade democrática. Um analista defende que a responsabilidade do político deve ser proporcional à sua capacidade de mobilização nacional e organização social.
O autor afirma que, em um momento em que a extrema-direita mantém capacidade de mobilização, a esquerda precisa reconstruir vínculos sociais e fomentar a organização de base. Segundo o texto, Boulos reúne reconhecimento popular, legitimidade junto a movimentos sociais e capacidade de mobilização nacional, atributos raros na política atual.
O analista sugere que a principal missão de Boulos é ajudar a reorganizar a base social do campo democrático. Ele argumenta que grandes transformações no Brasil dependem de pressão social organizada, citando exemplos como a campanha das Diretas Já e a Constituinte.
Ao permanecer no governo, Boulos amplia seu horizonte político, passando a disputar sua estatura como liderança nacional. O texto conclui que a renovação das lideranças brasileiras deve nascer da capacidade de organizar pessoas e defender a democracia, e não de campanhas milionárias.

