O Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta segunda-feira (27) para contestar novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida visa barrar as ações da gestão de Donald Trump, que estabeleceu uma tarifa de 25% sobre certos produtos brasileiros.
A ofensiva brasileira foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores e questiona duas decisões recentes de Washington. A primeira, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA e conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), alega que políticas brasileiras sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, patentes, pirataria, etanol e desmatamento ilegal criam insegurança jurídica.
Adicionalmente, os Estados Unidos aplicaram, desde 24 de julho, uma tarifa de 12,5% sobre países que, segundo a avaliação de Washington, não impedem a importação de produtos ligados ao trabalho forçado. Em parte das mercadorias, as cobranças são cumulativas.
Segundo estimativa do governo, a combinação das tarifas eleva a tributação para 37,5% sobre 16,5% de toda a pauta de exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Com o recurso na OMC, o Brasil busca questionar a legalidade das barreiras comerciais.

