O Brasil busca acesso ao mercado sul-coreano de carne bovina, um dos mais disputados da Ásia, após 17 anos de negociação. Técnicos sul-coreanos inspecionarão frigoríficos brasileiros em agosto para avaliar o sistema agropecuário, visando a liberação de exportações.
O encontro de alto nível, realizado em São Paulo, reuniu o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Alckmin afirmou que a carne brasileira possui “40% de custo menor, qualidade excepcional” e que o país pode retomar as exportações para a Coreia do Sul.
Em 2025, a Coreia do Sul importou 468 mil toneladas de carne bovina. Os Estados Unidos forneceram 220 mil toneladas, representando 47,1% do total, mantendo a liderança do mercado pelo nono ano consecutivo. A visita de agosto avaliará aspectos de saúde animal, mas não garante liberação automática, dependendo da análise das autoridades asiáticas.
Além do agronegócio, a aproximação entre os países avança em tecnologia e minerais críticos. O objetivo brasileiro é atrair investimentos para processar recursos no país, em vez de exportar apenas matéria-prima. O comércio bilateral atingiu US$ 10,8 bilhões em 2025, mas ainda está abaixo do recorde de 2011.

