O Brasil registrou a criação de 145.161 empregos formais em junho, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira (29). O número representa o pior saldo para o mês desde 2020, quando houve retração de 23.111 postos de trabalho.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, explicou que o resultado foi afetado por fatores externos, citando a guerra no Oriente Médio e a situação política internacional. Ele também mencionou o impacto da taxa de juros, que foi reduzida em 0,25 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 17 de junho, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. Apesar disso, Marinho declarou que os dados ainda são positivos.
O saldo de empregos foi alcançado com 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos no mês passado. O resultado superou as projeções de agentes financeiros, que estimavam um saldo de 118 mil empregos. No entanto, a criação de postos caiu 10,4% em relação aos 161.999 gerados em junho de 2025.
Em termos de remuneração, o salário médio real de admissão em junho atingiu R$ 2.404,34, um aumento de 0,7% sobre os R$ 2.387,44 registrados em maio. O estoque de empregos formais no país subiu para 48,0 milhões, totalizando 921.645 novos postos no acumulado de 2026.

