O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, minerais essenciais para a fabricação de eletrônicos e veículos elétricos. Apesar do potencial, a produção nacional atinge apenas 1% do volume global, conforme dados da Agência Nacional de Mineração.
A busca por esses minerais críticos tem gerado grande interesse no país. Nos últimos dois anos, foram liberados quase 2.000 pedidos de pesquisa sobre terras raras, com a Bahia, Minas e Goiás liderando as solicitações. O Instituto Brasileiro de Mineração estimou que serão investidos no Brasil 76,3 bilhões de dólares em mineração nos próximos cinco anos.
Para aproveitar o potencial, especialistas apontam a necessidade de avanços em pesquisa e industrialização. O Serviço Geológico do Brasil afirmou que os levantamentos de dados podem incrementar a indústria mineral. Pesquisadores do CPMin/UFCAT explicam que é crucial desenvolver técnicas para isolar os elementos de forma eficiente e reduzir custos, atendendo às crescentes exigências ambientais.
Os elementos de terras raras são componentes de diversos produtos, como robôs, turbinas eólicas e celulares. Uma pesquisadora do CPMin/UFCAT comentou que “Nós não conseguiríamos mais essa vida, o estilo de vida que nós levamos, sem a mineração. Dentro de um celular nós temos mais de 200 minerais diferentes presentes, cada um com a sua função específica”.

