O Brasil enfrenta um desafio demográfico urgente: até 2030, haverá mais idosos do que crianças e adolescentes de até 14 anos. Essa mudança exige políticas públicas, mas a adaptação das cidades e dos serviços de saúde ocorre de forma lenta, criando um descompasso preocupante.
O crescimento da população idosa no país é significativo. Segundo a PNAD Contínua, a parcela de idosos subiu de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025. Contudo, a transformação não foi acompanhada pela modificação dos espaços urbanos. O Censo Demográfico de 2022, do IBGE, revelou que apenas 18,8% dos moradores residiam em vias com calçadas livres de obstáculos, o que afeta a mobilidade da terceira idade.
Um especialista, Etevaldo Miranda Jr., CEO da Cuidare, afirmou que o sistema de saúde foca mais na reabilitação do que em medidas preventivas. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada pelo IBGE em 2019, evidenciou que quase metade das pessoas com deficiência no Brasil eram idosos, reforçando a necessidade de mudar o modelo de cuidado.
Para preparar o país, é preciso substituir a cultura de tratamento de doenças por um padrão baseado na precaução. Essa transformação é vista como urgente para garantir a autonomia e o bem-estar da população mais longeva.

