O Brasil intensificou negociações com o governo americano desde junho para conter os impactos de uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais. Em troca, o país ofereceu abertura de mercados importantes, mas recusou concessões em temas como Pix e etanol, segundo o Palácio do Planalto.
As conversas com os Estados Unidos, que se estendem desde o ano passado, somaram mais de 30 reuniões entre autoridades dos dois países, conforme disse o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O governo brasileiro busca ampliar a lista de exceções à possível sobretaxa, que foi confirmada pelo governo americano em 1º de junho.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) apontou em seu relatório final críticas ao Brasil em seis áreas, incluindo comércio digital, serviços de pagamento, desmatamento e propriedade intelectual. O USTR alegou que o Banco Central do Brasil favorece o Pix em detrimento de empresas americanas de cartão de crédito, por meio da limitação de tarifas.
Sobre o etanol, o ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou que o tema nunca esteve na mesa de negociações, por determinação do presidente. O governo brasileiro propôs tratar conjuntamente os mercados de etanol e açúcar, mas os EUA não responderam à proposta, informou o Palácio do Planalto.

