O governo brasileiro anunciou medidas para proteger a indústria nacional após os Estados Unidos imporem tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida, que deve afetar 18% das exportações, levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reforçar programas de crédito e buscar vias legais contra a contenda comercial.
Entre as ações anunciadas, há o reforço do programa Brasil Soberano, que fornece linhas de crédito a empresários impactados pelas tarifas americanas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) solicitou ao Ministério da Fazenda a liberação de mais R$ 7,25 bilhões para fortalecer esse auxílio. Ministros defenderam em coletiva que as tarifas são ‘injustas’ e declararam que o país utilizará a Lei da Reciprocidade Econômica e a Organização Mundial do Comércio (OMC).
A Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada em julho de 2025, permite ao Brasil responder a medidas unilaterais que impactem a competitividade internacional. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o novo tarifaço como uma tentativa de interferência dos EUA, afirmando que o Brasil não irá ‘baixar a cabeça’ diante da posição americana.
Os argumentos dos EUA incluem alegações sobre o sistema de pagamentos digital brasileiro, o Pix, e questões de desmatamento. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu o Pix, citando que o mercado de cartões de crédito cresceu 150% desde sua implementação. A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães, observou que os dados sobre corrupção usados por Washington são de 2023, da gestão anterior.

