O budismo na Coreia do Sul recupera popularidade ao incorporar elementos da cultura pop, como moda e música eletrônica, atraindo a Geração Z. A tendência, que ocorre em templos e lojas de souvenirs em Seul, gerou um aumento no interesse, embora alguns críticos apontem riscos de mercantilização da fé.
A abordagem moderna da religião tem impulsionado a participação em eventos como a Exposição Internacional Budista de Seul, que registrou um número recorde de 250 mil pessoas. Segundo organizadores, cerca de dois terços dos presentes eram da Geração Z e metade não se identificava como religiosa. A pesquisa de Percepção da Religião de 2025, realizada pela Korea Research, indicou que o budismo foi visto de forma mais favorável entre os quatro sistemas de crença analisados.
A Ordem Jogye, principal força por trás dessa mudança, busca tornar a religião mais acessível. O porta-voz, monge Myojang, afirmou que a ordem tenta encontrar os jovens onde eles estão. O uso de elementos contemporâneos, como um músico que mistura música eletrônica com cânticos, exemplifica essa adaptação. Contudo, um editorial de veículo de comunicação budista alertou que o consumo da fé como “boa imagem” pode limitar sua longevidade.
Apesar do apelo cultural, a afiliação budista entre os sul-coreanos permaneceu estável, com 16% se identificando com a fé. Especialistas apontam que o budismo moderno é uma “forma adaptada”, desde que os ensinamentos centrais sejam mantidos, como explicou um professor assistente de estudos budistas da Universidade Dongguk de Seul.

