A fabricante chinesa BYD contratou o ex-chanceler húngaro para a diretoria de relações externas do grupo. A nomeação reacende suspeitas de espionagem envolvendo o repasse de informações da União Europeia à Rússia, conforme apontam fontes húngaras e russas.
O ex-chanceler, que ocupou o cargo durante a aproximação da Hungria com a China, foi contratado após deixar o mandato parlamentar. A BYD está construindo uma fábrica no território húngaro, com início de operações previsto para 2026, e Szijjarto atuou como negociador direto nas tratativas com Pequim.
O primeiro-ministro húngaro declarou existir suspeita de conflito de interesses envolvendo o ex-chanceler e indicou que uma investigação deve avançar sobre o caso. Analistas de política externa afirmam que a contratação ultrapassa o risco de corrupção, visto que o ex-ministro supervisionou o Gabinete de Informação da Hungria, serviço de inteligência externa.
Szijjarto recebeu a Ordem da Amizade Russa de Vladimir Putin em 2021 e manteve proximidade com o presidente russo e com o chanceler russo. Registros de ligações telefônicas indicam que ele teria repassado detalhes de discussões do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia a autoridades russas.

