O comércio de café, açúcar e cana consolida o agronegócio brasileiro como parceiro indispensável no abastecimento e energia mundial. A produção nacional de cana atingiu 660 milhões de toneladas na safra de 2026, enquanto a colheita de café somou mais de 62 milhões de sacas de 60 kg. Esses volumes sustentam a balança comercial, impulsionados por investimentos privados em modernização do campo.
O crescimento das culturas de exportação reflete a busca por eficiência no uso do solo, sendo o avanço impulsionado pelo setor privado. No cafeeiro, cooperativas investiram em variedades resistentes ao clima seco e a pragas, enquanto as usinas buscaram aumentar a extração de energia por tonelada colhida. A competitividade é sustentada por melhoramento genético próprio, mecanização de precisão e nutrição de alta performance, conforme apontado por especialistas.
O complexo sucroenergético e cafeeiro adotou gestão profissional rígida para atender mercados exigentes. Além da produção de alimentos e biocombustíveis, as usinas utilizam o bagaço para gerar eletricidade, vendendo o excedente para o sistema elétrico nacional. Essa transformação atrai fundos de investimento privados para polos regionais em São Paulo, Minas Gerais e no Nordeste.
Contudo, o sucesso no campo enfrenta obstáculos ao deixar a porteira. A elevada carga tributária onera insumos e maquinários. A precariedade das rodovias exige transporte rodoviário, elevando o custo de manutenção dos caminhões em até 40%. A falta de ferrovias eficientes reduz a competitividade internacional do produto.

