Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, criticou nesta quinta-feira (16) a postura de Lula da Silva e Flávio Bolsonaro diante da imposição de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Caiado afirmou que os pré-candidatos priorizam campanhas eleitorais em vez de defender os interesses do Brasil.
O ex-governador goiano caracterizou o novo tarifaço, que atinge mais de 4 mil produtos, como uma “penalização direta a quem trabalha e a quem produz no Brasil”. Caiado declarou que a sobretaxa pode alcançar 37,5%, o que, segundo ele, causa perda de competitividade imediata para a indústria, o agronegócio e os serviços digitais brasileiros.
Em sua declaração, Caiado afirmou que “Lula não tem capacidade para dialogar e o outro candidato está preocupado com a eleição, não com o Brasil”. O governo federal classificou a medida como um “marco latismável” e informou que adotará ações com base na Lei da Reciprocidade e recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Os Estados Unidos divulgaram a lista de itens afetados, que inclui etanol, calçados, vestuário e máquinas agrícolas. O governo norte-americano justificou o aumento citando temas como regulação de plataformas digitais e políticas ambientais. O Planalto contestou as acusações e apresentou argumentos ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para rebater os pontos levantados.

