O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, criticou a estratégia de campanha de Flávio Bolsonaro, que utiliza o apoio do pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, para reforçar sua candidatura. Caiado afirmou que a liderança deve ser criada pela trajetória de vida do candidato, e não herdada.
Caiado declarou em entrevista que um candidato à Presidência precisa demonstrar capacidade própria para enfrentar crises, sem depender do respaldo familiar. O governador ponderou que a postura do ex-presidente é compreensível pessoalmente, mas que o debate desvia o foco da campanha dos temas prioritários para o país. Ele apontou que o Brasil vive uma campanha importante em meio a pressões externas, como ameaças de tarifas dos Estados Unidos e restrições da União Europeia.
O político também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de protagonizar embates com o presidente americano Donald Trump. Segundo Caiado, o governo federal teria entregado ativos ao Comando Vermelho e ao PCC. O governador citou dados da Bahia, estado de maior votação de Lula, onde 500 mil famílias ainda não possuem banheiro, apesar das promessas de fim da pobreza.
Questionado sobre um eventual segundo turno, Caiado afirmou que a disputa seria com Lula, avaliando que o PT trouxe “um prejuízo enorme para o futuro do Brasil”. Ele também criticou o hábito de atribuir a responsabilidade por resultados de governo ao Congresso ou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

