Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência, afirmou nesta terça-feira (28) que, caso eleito, pretende devolver protagonismo ao Itamaraty e reduzir a influência ideológica na política externa brasileira. O ex-governador de Goiás defendeu que diplomatas e técnicos devem conduzir as negociações internacionais, deixando encontros presidenciais para a fase final dos acordos.
Caiado declarou que a chancelaria brasileira “passou a ser um braço ideológico do PT” e prometeu recuperar o prestígio do corpo diplomático, que ele considera uma referência em organismos internacionais. O candidato também defendeu o resgate da “liturgia do cargo” na Presidência, afirmando que divergências políticas não justificam ataques pessoais entre chefes de Estado.
As declarações ocorreram após a visita do presidente argentino Javier Milei ao Brasil, momento em que Milei atacou o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal. Caiado classificou a atuação de Milei como um “escândalo”, mas criticou a condução das relações internacionais do governo brasileiro, dizendo que “não se governa na esculhambação”.
O candidato vinculou a política externa à capacidade do país de atrair investimentos e abrir mercados, citando dificuldades comerciais com Estados Unidos, União Europeia, China, México e Paraguai. Ele afirmou que o Brasil precisa avançar na agregação de valor, utilizando recursos como minerais críticos e energia renovável, e não apenas exportar matéria-prima.

