A campanha do senador Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar uma estrutura organizada de perfis falsos. A ação visa apurar o impulsionamento de ataques contra o parlamentar e outros políticos da direita nas redes sociais.
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho, reuniu-se com o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, para solicitar uma liminar. Segundo a campanha, sete páginas no Facebook e no Instagram, sem identificação de responsáveis, injetaram mais de R$ 1,1 milhão em dois meses para impulsionar publicações contra Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O mesmo modelo de perfis falsos foi usado contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. Três páginas injetaram R$ 487 mil em três meses para veicular críticas ao chefe do Executivo catarinense. Marinho afirmou que o objetivo do encontro foi pedir celeridade na análise do pedido, para identificar quem financia o comportamento criminoso.
A equipe jurídica, representada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, descreveu o esquema como um volume de pessoas que obtêm CPF falso, criam contas e apagam os perfis. A ação foi protocolada como representação, pois os registros de candidatura ainda não foram formalizados, e a campanha não atribui responsabilidade a partidos ou pessoas específicas neste momento.

