A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificará ataques à família Bolsonaro, atribuindo a culpa do tarifaço imposto pelos Estados Unidos à atuação dos adversários no exterior. A medida, que aplica tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, entra em vigor em 22 de julho, e a estratégia petista reforça a pecha de ‘traidores da pátria’ contra os opositores.
A orientação da campanha, após a implementação do tarifaço, direciona a militância a focar na família Bolsonaro como origem da medida econômica. O primeiro anúncio de tarifaço, feito por Donald Trump em junho de 2025, ocorreu após um pedido para que o governo atuasse no cancelamento do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista. Na época, o senador Flávio Bolsonaro e outro ex-deputado, residente nos EUA, endossaram a ação.
O Partido dos Trabalhadores (PT) também reforçará a postura de negociador de Lula, que se encontrou com Trump em maio na Casa Branca, contrastando com o papel considerado ‘ineficiente’ do senador. Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral, afirmou nas redes sociais: “Nossa soberania não está na mesa de negociação. No governo Lula, sua arrogância será sempre respondida com altivez e cabeça erguida, não com submissão e de joelhos!”
A tarifa de 25% foi aplicada após investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A investigação apurava acusações sobre práticas desleais de comércio, incluindo o uso do Pix e o desmatamento ilegal. A taxação afetará itens como carne, suco de laranja, café, petróleo e gás, com exceções listadas.

