A campanha de Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir investigação sobre perfis falsos que impulsionam ataques contra o parlamentar e outros políticos da direita nas redes sociais. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho, reuniu-se com o ministro Kassio Nunes Marques para solicitar liminar que identifique os responsáveis pela operação.
A denúncia aponta que sete páginas no Facebook e no Instagram, sem identificação de responsáveis, injetaram mais de R$ 1,1 milhão em dois meses para veicular publicações contra Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A campanha ocorreu durante a divulgação da ligação do parlamentar com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e enquanto as pesquisas mostravam aproximação do pré-candidato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O mesmo modelo de páginas falsas foi empregado contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello. Três páginas injetaram R$ 487 mil em três meses para veicular críticas ao chefe do Executivo catarinense. Segundo Rogério Marinho, o objetivo do encontro com o ministro foi obter celeridade na análise do pedido liminar para identificar quem financia o comportamento criminoso.
A equipe jurídica, representada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, realizou levantamento manual e explicou que os perfis usam CPF falso, criam contas e pagam em moedas diversas, como reais, dólares e pesos colombianos. A ação foi protocolada como representação, pois os registros de candidatura ainda não foram formalizados.

