O cantor João Lucas falou sobre sua relação com a fé e os desafios da vida pública. Ele explicou que sua espiritualidade é um movimento íntimo, e não está atrelada a uma doutrina específica. O artista também abordou a transição do gospel para o pop e como gerencia os ataques de críticos.
Desde a infância, o artista buscou a arte, passando por teatro e circo antes de se destacar na música gospel. Em 2024, ele iniciou um álbum inteiramente pop, enquanto se prepara para o musical “Percy Jackson e o ladrão de raios”. Sobre sua fé, ele declarou que vive uma relação próxima com ela, de forma mais verdadeira do que antes. Ele afirmou que, embora tenha crescido em ambiente religioso, não se identifica com todos os códigos do evangélico brasileiro contemporâneo, mas mantém uma grande fé em Jesus.
Para ele, a fé é um relacionamento pessoal e diário com a divindade, que deve gerar frutos, como o amor e a relação com o próximo. A mudança de gênero musical gerou críticas, assim como comentários maldosos sobre sua sexualidade e estilo de vestir. O cantor comentou que, ao falar abertamente sobre esses temas, os ataques diminuíram, mas não cessaram.
João Lucas disse que a vida pública impõe um ônus, mas ele conseguiu transformar ataques em pautas maiores, como misoginia e machismo. Ele também mencionou que a terapia foi fundamental para entender e organizar seus sentimentos ao namorar Sasha Meneghel, reforçando que a exposição é um processo contínuo.

